Nove países do sul da Europa pedem regras homogéneas para viajar no espaço europeu
Um grupo de países europeus, Espanha e Portugal entre eles, pediram à Comissão Europeia um plano específico para apoiar economicamente este setore uma harmonização comunitária das regras de viageme de deslocações pensando emtentar salvar a temporada de verão. A carta assinada pela Bulgária, Chipre, França, Grécia, Malta, Itália, Portugal, Roménia e Espanha foi tornada pública esta segunda-feira, dia em que se realizou uma reunião telemática dos ministros responsáveis deste setor estratégico.
A reunião foi presidida pelo ministro de Turismo da Croácia, Gari Cappelli, que começou a videoconferência dizendo que em outras circunstâncias ele «gostariade ter recebido os restantes participantes da reunião na cidade de Dubrovnik, como estava previsto originalmente o encontro, com uma participação mais ampla e em condições normais para discutir o futuro desenvolvimento do turismo». Dado que se tratava de uma reunião informal não se aprovaram decisões propriamente ditas, mas mediu-se a temperatura de uma indústria que está entre os setores mais afetados pela pandemia.
A reunião telemáticafoi precedida por declarações do ministro das relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas onde adiantou que, na sua opinião, «não há nem um só indício» de que a atual restrição para viajar por todo o mundo, possa ser anulada num futuro próximo», o que constitui toda uma declaração sobre a atitude que flutua no principal mercado emissor de turistas dentro da UE.
A carta à Comissãofoi assinada por um grupo de países cuja população conjunta supera os 200 milhões de pessoas, e entre eles não se incluem todavia alguns como a própria Croácia que tem no turismo uma das suas indústrias estratégicas. Em geral, na UE o turismo representa mais de 10 % do PIB da UE e quase 12 % do seu mercado de trabalho.Os signatários pedemtambém «regras homogéneas» sobre mobilidade tanto no que diz respeito aos voos como os trajetos terrestres ou marítimos «que garantam viagens sem interrupções» no espaço económico europeu. Mas sobretudo, reclamam apoio económico para evitar que para os milhões de pequenos empresários que compõem o grosso do setor «a crise de liquidez se converta numa de solvência»e por isso insistem que a UE deve habilitar um orçamento consistente para «garantir a sobrevivência do negócio e do emprego» enquanto durar a crise.