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As políticas industriais na Galiza e em Portugal, protagonistas na Radio Vigo

As políticas industriais na Galiza e em Portugal, protagonistas na Radio Vigo

O presidente de Viana do Castelo, o presidente da Izmar e o secretário-geral do Eixo Atlântico debateram sobre as supostas deslocalizações

“Para os empresários o mundo é global e temos que produzir onde possamos ser mais competitivos ou onde estão os nossos clientes. Não se pode criticar a Administração de Portugal porque está a fazer bem as coisas”. Assim se expressou o presidente da Izmar, companhia do setor da automação com sede em Vigo e clara projeção internacional durante o debate mantido no programa “Hoy por Hoy” da Radio Vigo.

O presidente de Viana do Castelo, José Maria Costa; o presidente da Izmar, Francisco Izquierdo; e o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, debateram sobre as supostas deslocalizações de empresas para Portugal.

Durante o programa, que se emite na Cadena Ser, Localia e Antena Minho, o presidente da Câmara de Viana apontou algumas das chaves do atrativo industrial do território português atualmente, como é o próprio trabalho das administrações, que sempre estão abertas a receber empresários e facilitar a instalação de empresas, a paz social, a existência de mão-de-obra qualificada ou boas infraestruturas, que facilitam a mobilidade. “Que haja empresas auxiliares de Citroen no Alto Minho é uma segurança para que a multinacional não saia de Vigo”, destacou Costa.

Por seu lado, o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, indicou que Portugal “encaminha fundos europeus para atrair empresas para o seu território, não são ajudas ilegais. A Galiza, no entanto, não tem uma política industrial nem de Euro-região”. Nesta linha, Xoán Vázquez Mao referiu também que deveríamos vincular a investigação e a Universidade com o mundo empresarial para melhorar a competitividade do nosso território.

Francisco Izquierdo também quis deixar claro que o poder abrir delegações no Norte de Portugal é uma oportunidade, já que tudo o que se produza na Euro-região nos beneficia a todos. “Estamos a crescer até Portugal e também na Galiza”, referiu.