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A RIET -não vai aceitar uma fronteira de segunda-

A RIET -não vai aceitar uma fronteira de segunda-

A Assembleia-geral cria o conselho consultivo com destacadas personalidades portuguesas e espanholas e nomeia como Presidente, José Couto, representante dos empresários do Centro de Portugal

Viana do Castelo, 11 de novembro de 2015.- José Couto, Presidente do CEC, “Conselho Empresarial do Centro/CCIC–Câmara de Comércio e Indústria do Centro”, com sede em Coimbra, foi nomeado novo Presidente da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças, RIET. Empresário da região Centro de Portugal, José Couto está ligado aos sectores da automação e da saúde, sendo um profundo conhecedor do movimento associativo empresarial.

A Assembleia-geral da RIET, concluída na tarde de ontem, 10 de novembro, constatou a perca de tempo e o fracasso que supuseram os resultados da passada Cimeira Ibérica, realizada em Baiona entre os governos de Espanha e Portugal, que apenas durou três horas. Em palavras do Secretário-geral da RIET, Xoan Vázquez Mao, “não é admissível que uma Cimeira luso-espanhola dure 3 horas, quando existem na fronteira tantos problemas que afetam o seu desenvolvimento socioeconómico e que nem sequer foram abordados”. Para o Secretário-geral, os novos responsáveis da Comissão Luso Espanhola (dependente dos ministérios de Assuntos Exteriores de Espanha e de Portugal) “abriu uma brecha intransponível com o movimento associativo de fronteira, o maior da Europa, porque apesar de tudo continuam a pensar que as relações entre os dois países se circunscrevem ao Tejo e ao Manzanares”

Na Assembleia também se referendou que a RIET “não vai aceitar que a fronteira luso-espanhola seja uma fronteira de segunda divisão, face à fronteira hispana-francesa cujas cimeiras, duram um dia e meio e têm conclusões políticas de grande importância”. De facto, afirmam, “nenhum dos acordos anunciados pelos dois primeiros-ministros na Cimeira Ibérica se concretizou. Nem se abriu nenhum dos concursos anunciados para a ligação ferroviária entre Porto e Vigo, nem se tomaram medidas no que se refere ao “Caminho de Santiago português”.

Por isso, uma das prioridades do novo dirigente da RIET será reunir-se com o novo Governo de Portugal para tentar redefinir a relação com este no que se refere aos assuntos da fronteira, depois do que qualificou o secretário-geral, como “4 anos perdidos”.

A Assembleia-geral da RIET também criou o Conselho Consultivo de Fronteira, que está integrado por:
- Eduardo Junco. Diplomático, embaixador de Espanha em Lisboa até sua aposentadoria (em 2015)
- Eng.º Luis Braga da Cruz, Ex. Ministro da Economia de Portugal, ex-Presidente da Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal e Responsável pelo Centro de Engenharia Civil da UP.
- Prof. Dr. Arlindo Cunha, Ex. Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação e atual Presidente da “Região Vitivinícola da Região do Dão”.
- D. Carlos Beltrán, Ex-responsável dos Programas de Cooperação Transfronteiriça entre Espanha e Portugal, do Ministério de Hacienda espanhol.
- Eng.º José Soeiro, Ex-Presidente do “Conselho Diretivo do IFDR e da AD Coesão” de Portugal.
- Prof. Dr. Júlio Pedrosa, antigo Reitor da Universidade de Aveiro e Ex-Ministro de Educação de Portugal.

A RIET agrupa entidades políticas, empresárias e universitárias, que representam a totalidade do território da fronteira luso-espanhola, que se estima que representam mais de 12 milhões de habitantes e mais de 200.000 empresas nos referidos territórios.

A fronteira luso-espanhola, que se estende ao longo de 1.234 km, entre a desembocadura do Minho r a do Guadiana, é a mais estável, antígua, extensa e dinâmica de toda a União Europeia.