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XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico está patente até 5 de março no município de Bragança

XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico está patente até 5 de março no município de Bragança

O Centro Cultural Municipal Adriano Moreira acolhe as 25 obras de artistas da Galiza e do Norte de Portugal. Aberto de segunda-feira a sábado: segunda a sexta-feira das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 21h00 e feriados e sábados das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

A 14ª edição da Bienal de Pintura do Eixo Atlântico, 2023-24, iniciou a sua itinerância em Lugo, cidade na qual a 23 de novembro de 2023 teve lugar a inauguraçã

o e entrega de prémios. Os prémios desta edição foram para as obras “Corpo da Paisagem”, de Ricardo Campos, primeiro prémio no valor de 4000 euros, “Dactilografia de um Sonho” de Margarida Gomes, que recebeu o segundo prémio no valor de 2000 euros, e “Nem uma passa?” do jovem artista Gonçalo Ribeiro, distinguido com o Prémio Jovens Talentos no valor de 1500 euros.

Além do Vello Cárcere de Lugo, são vários os espaços, todos eles com entrada livre. Nesta edição, a exposição pode ser visitada nos municípios de Braga, Bragança, Maia, Ribeira, Felgueiras, Vila Real, Vila Nova de Gaia, Barcelos e Monforte de Lemos, até finais de outubro de 2024. Pode consultar o catálogo da exposição.

A exposição é composta por 25 obras inéditas de uma ampla variedade de estéticas e técnicas, de artistas portugueses e galegos. A seleção, de entre as 104 submetidas a concurso, ficou a cargo do jurado formado, nesta edição, por Helena Mendes Pereira, que o presidiu, e também Sara Pérez Bello, designada pela Xunta de Galicia, João Ribeiro da Silva, designado pela Direção Regional de Cultura do Norte (entretanto extinta), Patrícia Oliveira, designada pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, e Tito Senna, vencedor da XIII Bienal.

Paralelamente às exposições nos espaços físicos, a Bienal de Pintura volta a ter a sua galeria virtual, para chegar ao público que não possa visitar a exposição presencialmente.

Centro Cultural Municipal Adriano Moreira

O Centro Cultural Municipal Adriano Moreira está instalado num edifício com mais de 450 anos de história, de grande valor e interesse patrimonial, arquitetónico e artístico, cuja utilização primária se destinou ao ensino e aprendizagem.

A construção inicial, datada de meados do século XVI, objetivou-se para aí se instalar um Mosteiro de Freiras de Santa Clara; objetivo esse que não foi alcançado e, em 1562, foi cedido para aí nascer um Colégio Jesuíta.

Esteve ligado à Companhia de Jesus até à sua expulsão de Portugal, em 1759. Aquando da transferência da sede de Bispado de Miranda para Bragança, em 1764, o edifício acolheu o Seminário Diocesano, até este se transferir para as instalações da avenida Cidade de Zamora, onde ainda hoje se mantém.

Nos anos 60, albergou ainda o Liceu Nacional de Bragança (até 1969), data em que foi ocupado pela Escola Preparatória Augusto Moreno. Depois da saída desta última instituição escolar, o edifício encontrou-se devoluto por alguns anos, tendo sido adquirido pela autarquia de Bragança ao estado, e em 10 de junho de 2004, depois de grandes obras de requalificação e adaptação, foi inaugurado como Centro Cultural Municipal.

Num espaço que sempre foi determinante para a vida religiosa e cultural da cidade de Bragança, tem atualmente, no seu interior, instalado o Conservatório Municipal de Música e Dança, a Biblioteca Municipal, a Biblioteca Adriano Moreira, o Espaço Memória da Cidade e um conjunto de salas de exposição.

A 5 de outubro de 2010 foi atribuído o nome Professor Adriano Moreira ao Centro Cultural Municipal.