O Altice Forum Braga acolheu ontem a cerimónia de reabertura da VI edição da Capital da Cultura do Eixo Atlântico com um emocionante concerto e uma surpresa
A cerimónia de reabertura da VI edição da Capital da Cultura do Eixo Atlântico teve lugar ontem no Altice Forum Braga, num evento que contou com a presença de vários representantes do municípios e entidades membro do Eixo Atlântico assim como do Presidente da CCDR-n ou do Conselleiro de Cultura, Educación e Universidade da Xunta de Galicia.
O Secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, destacou na sua intervenção a importância de “apoiar os nossos criadores culturais que também movem a economia” assim como da necessidade de apostar pela normalidade através do consumo cultura. O Presidente da Câmara Municipal de Braga e Presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, pela sua parte, sublinhou que a Capital da Cultura deve ser um “espaço de encontro de identidades de toda esta comunidade da Euro-região, dos seus artistas, de todos os públicos, no fundo, de todos nós”. O legado desta Capital, que servirá de embrião para a Capital Europeia da Cultura que Braga espera acolher em 2027, será também o legado da Vereadora de Cultura, Lídia Dias, a quem o Presidente fez questão de agradecer pelo seu trabalho durante estes anos.
Segundo o Conselleiro de Cultura da Xunta de Galicia, Román Rodríguez, as fronteiras políticas não são impedimento à união entre galegos e portugueses. A cultura deve continuar a ser vínculo capaz de nos unirmos ainda mais e que nos permita ter estratégias comuns e sermos capazes de olhar para o futuro juntos.
Após um ano de espera depois do adiamento da edição em 2020 por força da pandemia, o evento de reinauguração foi marcado pelo concerto de Canto D’Aqui, de música tradicional portuguesa, com uma abertura prévia do grupo bracarense Bomboémia. Apesar de por motivos de segurança o evento presencial só contou com assistentes mediante convite, esteve aberto de forma universal para ser seguido por streaming, onde teve uma boa receção.
Canto D’Aqui interpretou cinco temas, dos quais dois foram em colaboração com o grupo de música folk galega Óscar Ibáñez&Tribo, que depois continuaria o concerto com doze temas galegos e portugueses. Mais de uma hora de música à qual se juntou por surpresa nas últimas peças o músico português, Daniel Pereira Cristo que tinha participado na primeira inauguração em fevereiro de 2020. Os espectadores puderam desfrutar de um magnífico exercício de união cultural que culminou com ambos os grupos no palco.
A VI edição da Capital da Cultura do Eixo Atlântico prossegue com um conjunto de iniciativas que contam com a colaboração de agentes culturais dos municípios do Norte de Portugal e da Galiza bem como da Xunta de Galicia, que podem ser consultados no seguinte link: http://cceabraga.com/