Skip to main content

Os especialistas alertam para a necessidade de melhorar a "Cooperação Transfronteiriça na prevenção e extinção de incêndios florestais no Eixo Atlântico"

Os especialistas alertam para a necessidade de melhorar a "Cooperação Transfronteiriça na prevenção e extinção de incêndios florestais no Eixo Atlântico"

O relatório inclui a necessidade da criação de uma Unidade Central Coordenadora das Emergências, com o mando sobre todas as forças que combatem os incêndios

A coordenação e a cooperação entre as distintas administrações de ambos os lados da fronteira é uma matéria pendente para estarmos melhor preparados no caso de incêndios florestais. A inexistência deste intercâmbio de informação que pode ser vital para evitar situações de risco é um dos problemas que destacam os especialistas autores de Cooperação Transfronteiriça na prevenção e extinção de incêndios florestais no Eixo Atlântico, que foi apresentado ontem na sede de Vigo da associação.

Identificar oportunidades de cooperação que permitam desenvolver um trabalho mais efetivo em matéria de prevenção e combate dos incêndios foi o propósito central do estudo que foi apresentado, esta quarta-feira em Vigo, pelo seu coordenador Juan Picos, diretor da Escola de Engenharia Florestal, juntamente com o presidente do Eixo Atlântico, Alfredo García e o secretário-geral, Xoán Vázquez Mao,

Realizado conjuntamente com o inspetor chefe de área florestal da Generalitat de Cataluña, Marc Castelnou, e o coordenador técnico do Grupo de Análise e Uso do Fogo e do Grupo de Especialistas de Fogo Controlado da Autoridade Florestal Nacional portuguesa, António Salgueiro, o estudo salienta a necessária cooperação entre diferentes administrações e agentes de ambos os lados da fronteira com o propósito de desenvolver iniciativas que permitam enfrentar, nas melhores condições, esta ameaça dos grandes fogos florestais, normalmente associados a condições meteorológicas extremas e de difícil controlo na emergência.

Entre as medidas presentes no relatório, inclui-se a criação de uma Unidade Central Coordenadora das Emergências, “com mando sobre todas as forças que combatem os incêndios, para poder alcançar assim uma planificação conjunta na luta contra o fogo”, segundo destacou Vázquez Mao.

Por seu lado, Alfredo García, explicou que detrás do mal endémico dos incêndios florestais está o facto de que “se o território é improdutivo, não interessa a ninguém", por isso enfatizou de que não se pode apostar tudo apenas na extinção. "Não queremos dar lições a ninguém, mas oferecemos este documento às administrações, porque temos de atuar já”.

pdfCOOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA NA PREVENÇÃO E EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS