O turismo acessível foi o tema do IV Seminário de Turismo organizado pelo Eixo Atlântico
No evento, realizado em Vila Real, 8 cidades e entidades apresentaram os seus projetos e boas práticas
O IV Seminário de Intercâmbio de Experiências no âmbito do Turismo, que contou com mais de 40 participantes, realizou-se na passada quinta-feira na Biblioteca Municipal de Vila Real. A temática em que centrou o evento foi o turismo acessível. Viana do Castelo, Santa Maria da Feira, Lugo, Barcelos, Vila Nova de Gaia, Fafe, Matosinhos e a Deputação de Ourense apresentaram os seus projetos.
Estiveram presentes na sessão de abertura José Guilherme Aguiar, em representação do presidente do Grupo Temático de Turismo do Eixo Atlântico e vereador de Turismo de Vila Nova de Gaia, e Mara Minhava, vereadora de Turismo do Município de Vila Real. 
A primeira mesa, “Cidades e Eventos Acessíveis”, moderada por Mara Minhava, contou com a apresentação do município de Viana do Castelo sobre a aplicação “Viana + Acessível e Mob2is”, disponível desde 2021 para os cidadãos com mobilidade reduzida, informando-os sobre os percursos mais adequados desde a sua localização até ao destino pretendido, promovendo autonomia e experiências mais enriquecedoras.
Gil Ferreira, vereador de Turismo de Santa Maria da Feira, apresentou ações desenvolvidas em termos de acessibilidade em dois eventos organizados pelo município: o Imaginarius, que há anos é um evento acessível e o primeiro a receber a distinção de “Festival acessível”, em 2023, pela Turismo de Portugal e a Viagem Medieval. Esta, desde 2013 tem vindo também a contar com programação acessível. Espetáculos com audiodescrição ou linguagem gestual, exposições táteis ou programas em Braile, são algumas das iniciativas destes eventos.
Mauricio Repetto, vereador para a Dinamização Económica e Relações Institucionais de Lugo, apresentou o Plano de Sustentabilidade Turística, um conjunto de medidas e ações realizadas pela Câmara Municipal para a acessibilidade ao património histórico e arqueológico de Lugo, uma aposta da cidade pelo turismo sustentável.
O Município de Barcelos apresentou, através da vereadora de Turismo, Elisa Braga, a Plataforma de Criatividade e Acessibilidade para o Turismo Sénior. A cidade possui um centro histórico totalmente adaptado a pessoas com mobilidade reduzida, uma vez que os monumentos dispõem de rampas e outras ferramentas que facilitam a sua visita, bem como um mapa em Braille.
A segunda mesa foi sobre Ócio Acessível, moderada por Mauricio Repetto.
A sessão começou com a apresentação do Município de Vila Nova de Gaia. O presidente do Conselho de Administração das Águas de Gaia E.M., Miguel Lemos Rodrigues, apresentou o projeto “Praias Acessíveis”, que inclui, por exemplo, cadeiras anfíbias, equipamentos de apoio especializados, passadiços especiais, informação para daltónicos, e este ano, pela primeira vez, informações em Braille.
Paula Nogueira, vereadora de Cultura e Turismo de Fafe, indicou que considera que o momento em que vivemos é oportuno para rever o que é necessário fazer ou implementar. Apresentou o caso da praia fluvial da Albufeira da Queimadela, um espaço totalmente adaptado, destacando o processo de evolução da barragem da Queimadela desde a sua criação até aos dias de hoje, que tem a distinção de “Praia Acessível – praia para todos”.
Por sua vez, Marta Pontes, vereadora de Turismo e Internacionalização de Matosinhos, explicou a Valorização da sua Orla Costeira que conta com 9 praias acessíveis. E onde existem várias escolas que trabalham e promovem o desporto adaptado, diversas instalações como passadiços especiais, cadeiras de rodas anfíbias e uma plataforma inclusiva na Praia da Memória.
Por último, Emma González, gerente do Instituto Ouresán de Desenvolvemento Económico, da Deputação de Ourense, apresentou um guia de boas práticas de acessibilidade no âmbito do Plano de Sustentabilidade em Ourense Termal, um plano envolvente, no qual se trabalha a mobilidade reduzida pensada para um turismo inclusivo, acessível e sem barreiras.
