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O Plano de Ação da Agenda Urbana passa a sua última fase de governança antes da sua aprovação política

O Plano de Ação da Agenda Urbana passa a sua última fase de governança antes da sua aprovação política

Representantes das cidades do Eixo Atlântico reuniram na Câmara Municipal de Matosinhos

A Agenda Urbana do Eixo Atlântico avança na sua implementação depois de superar hoje a última fase de gobernança em Matosinhos, onde os representantes das cidades participaram numa reunião sobre os conteúdos do Plano de Ação do documento.

A reunião contou com a presença da vicepresidente do Eixo e presidente de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e do secretário-geral do Eixo, Xoán Vázquez Mao. A explicação mais técnica foi apresentada por José Soeiro e Luís Domínguez, coordenadores do documento, que informaram os assistentes dos detalhes dos trabalhos levados a cabo para a colocação em prática efectiva das determinações da Agenda Urbana.

Este encontro, que teve lugar na Câmara Municipal de Matosinhos, é a última fase de governança do Plano de Ação do Eixo Atlântico,  antes da sua aprovação definitiva por parte da assembleia-geral do Eixo Atlântico.

A agenda urbana e o seu plano de ação

O Eixo Atlântico elaborou uma Agenda Urbana para o Sistema Urbano da Eurorregião, a primeira transfronteiriça da UE. Esta configura-se como uma estratégia de desenvolvimento urbano coordenado para todas as cidades da Eurorregião, de forma que avancem todas – ainda que cada uma ao seu ritmo e segundo as suas prioridades – na mesma direção, gerando sinergias e complementaridades que permitam o desenvolvimento do território Galiza-Norte de Portugal como um todo.

A Eurorregião Galiza-Norte de Portugal é a mais dinâmica e estável dentro de Europa, um dinamismo que sem dúvida contribuiu ao seu fortalecimento mas também gerou uma serie de dificuldades para o desenvolvimento desta eurorregião, que constituem a terceira área urbana da Península Ibérica.

Esta pujante área encontra-se com problemas de mobilidade, como é o défice na rede ferroviária e a coordenação entre portos e aeroportos ou dificuldades no âmbito da política industrial.

O plano de ação da Agenda Urbana inclui os instrumentos para conseguir os objetivos acordados. Fornece as chaves para as autoridades públicas e para a sociedade civil, sem ser imperativo em qualquer caso. Mas necessita do envolvimento ativo de todos os atores no seu desenvolvimento e colocação em marcha. O seu horizonte espacial vai ser o conjunto da Eurorregião e, especialmente, o seu sistema urbano. Pretende ser um instrumento orientador de políticas públicas.

O plano de ação articula-se em volta de quatro prioridades estratégicas: a cidade do futuro; desenvolvimento e emprego: a Eurorregião do conhecimento; coesão territorial e desafio demográfico; e espaço eurorregional, que por seu lado têm aplicação prática através de distintos projetos piloto que já estão a ser desenvolvidos.