"O pediatra deve ser a pessoa de referência para fazer a primeira valoração sobre um problema de saúde mental na infância", assegurou o psiquiatra Juan Carlos Díaz del Valle
Onda Cero e Antena Minho realizaram um programa sobre a saúde mental na infância no que participaram a Câmara de Guimarães e o Concello de Ribeira, duas cidades do Eixo Atlântico
Olegario Sampedro, presidente do Instituto de Mediação Educativa de Ribeira, Adelina Pinto, presidenta do Grupo Temático de Educação e Cultura do Eixo Atlântico e vice-presidenta da Câmara Autárquica de Guimarães, e Juan Carlos Díaz del Valle, médico psiquiatra, intervieram em um programa conjunto entre Antena Minho e Onda Zero para falar da saúde mental na infância e nos colégios.
Nesta ocasião, a tertulia protagonizou-a o médico psiquiatra Juan Carlos Díaz del Valle, quem explicou que: "Está a aumentar a demanda de problemas de saluld mental em população infanto-juvenil e os fatores são muitos. Tamabién é verdadeiro que estamos a diagnosticar problemas em crianças que faz anos não diagnosticasse porque nisiquiera se tivessem acercado à consulta médica para ser ajudados".
Durante o programa, participaram também duas cidades do Eixo Atlântico: Guimarães, cuja representante foi Adelina Pinto, e Ribeira, com a conferência de Olegario Sampedro. Ambas localidades apresentaram as suas experiências no âmbito da saúde mental. A cidade portuguesa impulsiona "Coaction e a saúde mental dás crianças", um projeto comunitário de investigação-ação com o objetivo de promover o bem-estar, a saúde mental e a resiliencia da infância, entre os 3 aos 10 anos, durante e após a pandemia da Covid-19, através de uma ação colaborativa entre o ProChild CoLAB, o Município de Guimarães, o CIPsi e a APsi-UMinho.
Adelina Pinto, presidenta do Grupo Temático de Educação e Cultura do Eixo Atlântico e vice-presidenta da Câmara Autárquica de Guimarães, assegurou que: "A saúde mental é realmente algo no que as cidades podem ter uma dimensão de intervenção bem mais eficiente que se se faz a nível nacional. Por tanto, as cidades apresentam já programas de intervenção porque somos conscientes de que é muito importante trabalhar nesta área".
"O problema em Portugal é que há dificuldades quando o problema sai da Câmara e começa a ser responsabilidade da previdência e os hospitais", criticou Adelina Pinto.
O Concello de Ribeira, por sua vez, criou o Instituto de Mediação Educativa de Ribeira (IMER). Trata-se de uma associação socioeducativa, sem ânimo de lucro, criada em 2011 por professores do ensino secundário. Os seus objetivos são fomentar a mediação e o conhecimento adequado na gestão e resolução de conflitos no âmbito educativo, bem como propiciar a Cultura da Paz e os Direitos Humanos como âmbito adequado de convivência.
O presidente do organismo, Olegario Sampedro, assegurou que: "Nós pensamos que educar em saúde mental é uma necessidade imperiosa. A pandemia trouxe-nos coisas malísimas mas também visibilizó que qualquer pessoa pode sofrer um problema de saúde mental e não passa nada porque vá à o psióologo ou ao psiquitra, se normalizó".
Xoán Vázquez Mao, secretário geral do Eixo Atlântico, interveio no programa e detalhou que: "O Eixo Atlântico já não faz cooperação transfronteiriça, nós faz tempo que trabalhamos no desenvolvimento local cojunto. Não trabalhamos com a ótica dos países, senão com a ótica de 41 cidades e trabalhamos de uma maneira conjunta". "Dentro da qualidade de vida dos nossos cidadãos, o primeiro, por uma questão óbvia, são as etapas por idades e há que começar pela gente mais jovem porque são o futuro", assegurou.
Pode escutar o programa completo aqui:
Esta atuação desenvolve-se no enquadramento do projeto C3D cofinanciado pelo programa INTERREG V-ESPANHA-PORTUGAL.