O Eixo Atlântico, Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Município de Braga e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo apresentam os novos conceitos de “turismo policêntrico” e “turismo de autor” em Cognac, França
A visita de estudo enquadra-se no projeto Post do programa Espaço Atlântico no qual participam 9 parceiros
O Eixo Atlântico, depois do sucesso do “turismo de fronteira” e do seu slogan “2 países, 1 destino” que impulsionou há mais de uma década, está atualmente a desenvolver dois novos conceitos: turismo de autor e turismo policêntrico. Esta iniciativa visa prevenir impactos negativos no ambiente e no património. Em colaboração com parceiros e o sector do turismo, o projeto POST irá desenvolver e testar o conceito de “turismo policêntrico” centrando-se na redistribuição dos fluxos turísticos.
O objetivo deste projeto é criar uma estratégia para o turismo sustentável, promovendo o turismo e, ao mesmo tempo, aliviando a pressão nas áreas
fortemente afetadas. O projeto implementará quatro planos de ação piloto para mostrar a eficácia do conceito e servir de guia para outras regiões interessadas em adotar práticas de turismo sustentável.
A Comissão Europeia demonstrou interesse nestes termos promovidos pelo Eixo Atlântico e isso refletiu-se com a aprovação de fundos da União Europeia e do Espaço Atlântico para desenvolver estes conceitos. Participam neste projeto cidades de França, Irlanda, a Diputación de Ourense, o Instituto Orensano de Desarrollo Económico, a Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Município de Braga e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, entidades que trabalham em conjunto com o Eixo Atlântico. O objetivo deste projeto é criar um conceito, um roteiro e uma estratégia num prazo de 2 anos.
A primeira reunião teve lugar em Ourense, no mês de novembro, onde teve início o projeto. A segunda sessão realiza-se esta semana em Cognac, França, onde se avança na definição do conceito e na estratégia que contempla as diferentes medidas dos 4 países.
A cidade de Cognac está a desenvolver uma estratégia para valorizar os seus vestígios arqueológicos e os seus canais navegáveis, diversificando um turismo que, até agora, se centrava na história da produção do cognac e outras bebidas. Cognac tem uma posição privilegiada entre Bordéus, La Rochelle e Limoges mas tem em comum com a Galiza e o Norte de Portugal a fraca conectividade e infraestruturas que impedem que os turistas que visitam estas três localidades, possam deslocar-se facilmente até Cognac. Este problema é partilhado com a Galiza e o Norte de Portugal e, por isso, um dos aspetos que se debate são a conectividade e as infraestruturas de proximidade.
A próxima reunião terá lugar em Portugal, onde será apresentado o rascunho da estratégia que está a ser trabalhada.
