Após 28 anos a trabalhar na cooperação transfronteiriça, evolui para o desenvolvimento local conjunto entre cidades do Norte de Portugal e da Galiza, em busca de uma Euro-região mais compacta
Lugo, 11 fevreiro 2021. O Eixo Atlântico acordou ontem, na assembleia dos 39 municípios e deputacións que o integram, mudar a sua estratégia: após 28 anos a trabalhar na cooperação transfronteiriça, evolui para o desenvolvimento local conjunto entre cidades do Norte de Portugal e da Galiza, em busca de uma Euro-região mais compacta.
A assembleia-geral do Eixo Atlântico aprovou ontem a criação de 5 comissões políticas para desenhar a nova fase de desenvolvimento e adaptação a uma nova era pós-pandémica na terceira zona mais povoada da Península Ibérica e a 10a na Europa, com 7 milhões de habitantes. As novas comissões são as seguintes: comissão de regeneração urbana, inovação, sustentabilidade, economia e política social.
“É uma nova era para o Eixo Atlântico. Levamos 28 anos de cooperação transfronteiriça e consideramos necessário dar o próximo passo. Somos um sistema urbano conjunto, com cidades que já convivem. Abandonamos a cooperação transfronteiriça e avançamos para o desenvolvimento local conjunto, sem fronteiras”, explica o presidente do Eixo Atlântico e presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio. “Somos um sistema urbano único na Europa, ainda hoje, de cidades e vilas de dois países. Trabalhamos numa estratégia que busca um desenvolvimento social-económico baseado na inovação, sustentabilidade e solidariedade social. “E para isso é fundamental a coesão social e territorial, sobretudo entre o litoral e o interior. Por isso, para nós, as infraestruturas desempenham um papel decisivo no ordenamento do território”, disse Lara Méndez, vice- presidente do Eixo e Alcaldesa do Concello Lugo.
Um Eixo de 39 cidades
O Eixo Atlântico é uma organização integrada por 39 cidades da Região Norte de Portugal e da Galiza, independentes dos seus estados e autonomias. Nasceu em 1992 por impulso dos então Presidentes do Porto e de Vigo. Em 1995 era integrada por 13 Municípios portugueses e galegos e, desde então, verificou-se um aumento de 200% dos seus integrantes para cooperarem em projetos transfronteiriços. O Secretário-Geral do Eixo, Xoán Vázquez Mao, considera que o passo dado nesta assembleia “marca uma nova etapa, a quarta nos 29 anos de história do Eixo, mas talvez a mais determinante pelas circunstâncias atuais e pelo que vão representar no futuro próximo; uma etapa na qual pretendemos atingir em dez anos a renda média da EU.”
O Eixo aprovou ontem um orçamento operacional para 2021 de 4 milhões de euros, 84% destinado a programas de desenvolvimento conjunto.