O Eixo Atlântico aposta em as energias limpas e alargar mercados na reunião das suas comissões políticas
O encontro, celebrado em Valongo, reuniu às cinco comissões do Eixo, Inovação, Economia, Política Urbana, Sustentabilidade e Política Social, e aos seus presidentes
Nesta quarta-feira teve local em Valongo, Portugal, o encontro de comissões políticas do Eixo Atlântico para pôr em comum o trabalho que vêm desenvolvendo desde faz meses.
No encontro participaram, além do secretário geral do Eixo Atlântico, Xoan Vázquez Mao, estiveram presentes o presidente da câmara municipal de Ferrol, Ángel Mato, o presidente do Governo provincial de Lugo, José Tome, o presidente da Câmara de Santa María da Feira, Emidio Sousa, o presidente da Câmara de Vilanova de Gaia, Eduardo Vitor Rodrígues, e o presidente da Câmara de Valongo e anfitrião do encontro, José Manuel Ribeiro.
Os cinco atuaram, no entanto, como presidentes das cinco comissões do Eixo Atlântico criadas no passado mês de fevereiro: Inovação, Economia, Política Urbana, Sustentabilidade e Política Social, respetivamente. Também estiveram nesta cita os experientes e assessores Carlos Sá Carneiro, Francesc Cárdenas, Emilio Fernández ou José Luis Méndez Romeu.
DEPENDÊNCIA ENERGÉTICA
Na cita, o governante ferrolano defendeu as possibilidades que oferecem as novas tecnologias face a gerar energia limpa, um setor que deve ser motor económico e de modernização da euroregião. Para Mato, o palco atual traz consigo “uma série de reptos importantes” que se viram agravados pela crise sanitária.
“A Covid-19 fez visível a grande dependência que temos de terceiros países”, afirmou Mato, em alusão à dependência em matérias primas como o carvão, do que depende a central térmica de As Pontes, reativada recentemente com a chegada de 20.000 toneladas de carvão ao porto de Ferrol, ou o gás natural, tão de atualidade pelo fechamento por parte de Argélia de um dos *gasoductos que abastecem ao mercado nacional.
“A primeira reflexão que devemos fazer é como estamos preparados dentro da euroregião para enfrentar esse repto de transformação da geração energética aproveitando as fortalezas que temos: somos territórios vinculados ao mar, temos experiência em eólica e devemos apostar em abrir novos mercados”, disse Ángel Mato, ao mesmo tempo que animou a explorar oportunidades como a eólica marinha, que poderia ter na costa de Ferrol um bom local para os primeiros parques deste tipo na Galiza.
Por outro lado, Mato também levou o foco à “digitalização”, um apartado pelo que têm que apostar desde o Eixo Atlântico para melhorar a corrente de valor de empresas e industrial, conquanto destacou que, embora a euroregião conta com muitas problemáticas que compartilham os municípios que a integram, a cada cidade ou comarca tem as suas.