Trata-se de uma iniciativa fundamental dentro da estratégia do Eixo Atlântico face ao desafio demográfico e promoção do enoturismo
O Barco de Valdeorras apresentou o projeto para a criação do Centro de Interpretação Mineira, uma iniciativa cultural e turística que se insere na estratégia promovida pelo Eixo Atlântico para enfrentar o desafio demográfico e fomentar o enoturismo na Eurorregião Galiza-Norte de Portugal. Este centro pretende dar uma nova utilização às antigas instalações de transformação de cal do município, com o objetivo de configurar um espaço multicultural único na Eurorregião, dedicado à divulgação e valorização das quatro formas tradicionais de exploração mineira presentes na zona: as minas romanas, as pedreiras de cal, as pedreiras de ardósia e as minas de volfrâmio.
Além do seu carácter divulgativo e museológico, o centro integrará salas de exposições, espaços para concertos e outras atividades culturais, reforçando a oferta turística do território e servindo como motor de desenvolvimento sustentável.
A iniciativa insere-se na estratégia promovida pelo Eixo Atlântico para enfrentar o desafio demográfico e fomentar o enoturismo como motor de desenvolvimento sustentável na Eurorregião. Entre as primeiras iniciativas já em curso destacam-se o projeto de criação de um viveiro agrícola, o plano de prevenção de incêndios florestais e o roteiro para a implementação do enoturismo. Todas estas iniciativas estão em curso e contam com financiamento procedente de fundos europeus.
O Centro de Interpretação Mineira beneficiará também da posição estratégica de O Barco dentro de um ambiente natural e cultural privilegiado, próximo da Ribeira Sacra (candidata a Património da Humanidade), do geoparque Montañas do Courel (que desde 2019 figura na lista de Geoparques Mundiais da Unesco), da zona arqueológica de Medulas, e do Macizo de Peña Trevinca. Com este projeto, O Barco de Valdeorras dá um passo em frente na recuperação do seu património industrial e natural, assim como dinamizar a região.