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Mais de metade da população mundial viverá em cidades em 2050

Mais de metade da população mundial viverá em cidades em 2050

O Eixo Atlântico apresentou o relatório “Novos desafios das cidades”, um estudo liderado pelo catedrático Fernando González Laxe no qual se realiza uma análise da conjuntura económica, demográfica e do comportamento populacional das cidades da Galiza e do Norte de Portugal em 2023

Fernando González Laxe, catedrático de Economia Aplicada da Universidade da Coruña e autor do estudo juntamente com Arlindo Cunha, professor de Economia na Universidade Católica do Porto, o presidente do Eixo Atlântico, Luís Nobre, e o secretário-geral, Xoán Vázquez Mao, apresentaram o o relatório “Novos desafios das cidades” no Club Financiero de Santiago de Compostela. Roberto Pereira, presidente do CFS, inaugurará o evento.

O estudo fornece um retrato da situação social e económica das cidades e do território da Eurorregião e realiza um diagnóstico da situação atual, que constitui um suporte de informação para promover as áreas territoriais do Eixo Atlântico. O relatório é um instrumento para a análise, não só individual, mas também coletiva pois também compara os territórios da Eurorregião. portadal gal

No relatório socioeconómico, além de analisar a conjuntura económica, estuda-se a situação demográfica e o comportamento populacional na economia familiar, as condições de vida das pessoas, as características das empresas, o mercado de trabalho e os aspetos relacionados com o turismo.

No atual panorama urbano global, mais de metade da população mundial reside em cidades, com projeções da ONU que apontam um aumento para quase 70% em 2050. As cidades estão a converter-se em centros vitais de poder económico, inovação e conhecimento, não apenas como conglomerados populacionais, mas como lugares essenciais para o progresso das sociedades no século XXI. No entanto, este crescimento está acompanhado de desafios significativos, desde o aumento da população urbana às alterações climáticas e as crescentes desigualdades económicas.

Em resposta, os governos locais assumiram um papel ativo no desenvolvimento de estratégias a longo prazo, com o objetivo de tornar as cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis. O foco encontra-se na integração dos três pilares da sustentabilidade — económico, social e ambiental— além da crescente importância da governação institucional para garantir uma gestão eficaz e transparente.

Estes são alguns dos principais objetivos que compõem as agendas urbanas prioritárias para operacionalizar as estratégias de desenvolvimento sustentável, alinhadas com os compromissos globais, como os Acordos de Paris e a Agenda Urbana da União Europeia.

No entanto, para enfrentar os desafios atuais, é necessário que as cidades da Galiza e do Norte de Portugal se adaptem e se preparem para as ameaças externas, como as crises económicas, pandemias e conflitos geopolíticos. A colaboração entre governos locais, empresas e cidadãos será fundamental para alcançar um desenvolvimento verdadeiramente sustentável, garantindo um futuro mais equilibrado e próspero para todos.

Segundo o estudo, a implementação de políticas públicas eficazes, com foco na sustentabilidade económica, social, ambiental e institucional, é essencial para transformar as cidades em agentes de mudança, capazes de enfrentar os desafios do futuro.