Expocidades, a mostra de turismo de proximidade, realiza-se de 6 a 10 de setembro em Valongo
A VII edição da Expocidades que terá lugar no Parque Urbano de Ermesinde, no município de Valongo, de 6 a 10 de setembro. Durante os 5 dias, os visitantes poderão degustar os produtos gastronómicos e conhecer as tradições das cidades e entidades do Eixo Atlântico. Valongo espera atrair 250 mil pessoas com a junção da Expocidades à Expoval
A Expocidades realiza-se em paralelo com a Expoval, evento do município de Valongo que atrai um grande número visitantes em todas as suas edições. Este ano, como novidade, a mostra de turismo realiza-se também em paralelo com a Feira de Produtos Tradicionais do Eixo Atlântico, um evento que se organiza há uma década, em diferentes cidades e que conta com a participação de produtores tradicionais e de excelência da Galiza e do Norte de Portugal.
A mostra de turismo das cidades e entidades do Eixo Atlântico é um evento que, desde 2013, promove o turismo de proximidade dos territórios do Eixo Atlântico, aproximando a Galiza e o Norte de Portugal.
O Eixo Atlântico (EA) quer avançar entre os próximos três a cinco anos com dois novos conceitos de turismo, o policêntrico e o de autor, anunciou, o secretário-geral, Xoán Mao. A revelação foi feita durante a apresentação da Expoval - Mostra do Concelho de Valongo e da Expocidades, Mostra de Turismo dos Municípios do Eixo Atlântico. “Nos próximos dias irei ter uma reunião com a área do Turismo [da União Europeia], em Bruxelas, porque eles estão muito interessados em alguns dos nossos conceitos depois de termos criado e registado o conceito de turismo de fronteira ‘dois países, um destino’ e que hoje
está em uso em muitas parte da Europa. E agora vamos lançar três novos conceitos”, começou por dizer o responsável do EA.
Sobre o primeiro, a que chamou turismo policêntrico, disse Xoán Mao ser pensado para quem vai a uma grande cidade do território “e só lá fica dois dias, quando há tanto para ver na periferia, noutras cidades”, abrindo a porta a que visite outros zonas do território e conheça a oferta cultural e gastronómica de um território que abrange sete milhões de pessoas. Do segundo conceito, turismo de autor, disse o dirigente galego “é como a cozinha de autor, algo que se forma com criatividade e se torna num elemento de competitividade (…) algo que mostre a vida das pessoas, a natureza”, evitando “ficar cativo das refeições nas cadeias de hotéis, conhecendo mais do que o centro das principais cidades”. “Por último, isto já não é novo, mas estamos a trabalhar intensamente, queremos melhorar o turismo acessível, assegurando que haja sempre uma cadeira para instalar na mesa onde colocar o bebé, ou uma cadeira de rodas para um familiar deficiente, ou acessibilidade para quando queres visitar um familiar e o elevador não funciona, tudo para que consigamos ter um turismo de qualidade”, descreveu o secretário-geral do Eixo.
