O Ministro português de Infraestruturas preside à assinatura dos primeiros contratos de melhoria da linha do Minho
O Presidente de Viana do Castelo recorda a luta mantida nos últimos sete anos para evitar o desaparecimento da linha e revindicar as melhorias necessárias para um transporte do século XXI
Viana do Castelo, 19 de outubro de 2016 - As primeiras obras para a melhoria da linha do Minho, pelo valor de 33 milhões de euros, representam para o ministro de Infraestruturas português uma aposta para o conforto dos passageiros e melhoria dos tempos de viagem, e uma vantagem competitiva para a economia da Euro-região Galiza - Norte de Portugal no transporte de mercadorias, ao permitir comboios de até 150 metros, com uma redução de custos que estimou em 30%.
O Ministro, Pedro Marques, afirma que recebeu um telefonema do Governo de Espanha para reafirmar o seu compromisso na eletrificação entre Tui e Guillarei, na Galiza. O Ministro considera possível adiantar os prazos de finalização das obras de modernização do trajeto até Valença do Minho em seis meses sobre a programação que a Infraestruturas de Portugal entregou anteriormente ao Eixo Atlântico, que contemplava a conclusão das mesmas para o final de 2019.
O Presidente de Viana do Castelo, José Maria Costa, recorda as três reuniões que convocou como presidente do Eixo Atlântico na cidade, onde reuniu Presidentes, empresários e representantes de instituições da Galiza e do Norte de Portugal. Especialmente a celebrada em 2011, entre cujas conclusões destaca a viabilidade económica e a procura social da linha do Minho e o seu papel como elemento de coesão da Euro-região. Afirma ainda, que se sente muito satisfeito pela assinatura dos primeiros contratos que, conforme referiu, “chegam após sete longos anos de revindicações diante dos vários ministros e governantes de Portugal”.
Pela sua parte, o Secretário Geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao afirma que “a linha do Minho entra no século XXI, enquanto a linha entre Vigo e a fronteira permanece no século XIX”.
O ato celebrado em Viana do Castelo pressupõem a assinatura de três contratos; para a eletrificação do troço entre Nine e Viana do Castelo, o sistema de sinalização entre Nine e Valença do Minho e a construção da subestação de tração de Vila Fria.