“A fachada ibérica é uma prioridade da nossa estratégia de desenvolvimento” afirmou o Ministro Adjunto do Primeiro Ministro, Eduardo Cabrita, na inauguração da Assembleia Geral da RIET celebrada em Miranda do Douro
O Governo de Portugal declarou a cooperação transfronteiriça uma prioridade das suas ações e pediu a Mariano Rajoy para iniciar uma nova etapa de colaboração entre os dois países que tenha como protagonistas os investimentos nas regiões fronteiriças. O Governo luso vai apresentar uma série de medidas económicas para criar polos de desenvolvimento nos quatro rios que atravessam Portugal: Minho, Douro, Tejo e Guadiana.
Assim o anunciou o Ministro Adjunto do Primeiro Ministro de Portugal, Eduardo Cabrita, na assembleia geral da RIET, Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças, que agrupa municípios, deputações, universidades, associações empresariais e numerosas instituições que representam toda a fronteira luso-espanhola, realizada no passado dia 16 de novembro na localidade portuguesa de Miranda do Douro. As suas palavras chegam após o encontro desta semana entre o Primeiro Ministro António Costa e o Presidente Mariano Rajoy. “A fachada Ibérica é uma prioridade da nossa estratégia de desenvolvimento”, disse Eduardo Cabrita, um anúncio que vem acompanhado de um programa de atuação em todos os aspetos para converter o espaço transfronteiriço num espaço de oportunidades.
Eduardo Cabrita falou do trabalho de cooperação com os municípios, comunidades e deputações e, que Portugal deu prioridade económica e política aos seus planos de olhar para o interior do país e a sua fronteira com Espanha como espaço de oportunidades. “O nosso programa de desenvolvimento do interior é o nosso contributo ao desenvolvimento transfronteiriço”, disse sobre os programas que o governo luso já está a desenvolver.
Neste sentido, definiu os quatro rios partilhados por Portugal e Espanha como espaços históricos de união. “ As envolventes do Douro, Minho, Tejo e Guadiana necessitam receber projetos de desenvolvimento”, referiu Eduardo Cabrita que considera que a zona fronteiriça tanto de Espanha, como de Portugal, deve ser um espaço de oportunidades para todo o território fronteiriço.