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O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, morreu este domingo de madrugada, vítima de doença prolongada

O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, morreu este domingo de madrugada, vítima de doença prolongada

Membro da Comissão Executiva do Eixo Atlântico, Pinto destacou-se pelo seu trabalho em favor da cooperação entre Galiza e o Norte de Portugal

"Guilherme Pinto morreu em casa, junto da família e de modo tranquilo, após mais de dois anos de luta contra a doença", refere o comunicado da autarquia.
O velório decorre, no salão nobre dos Paços do Concelho. O corpo sai, nesta segunda-feira, pelas 15h30, para a igreja do Senhor de Matosinhos, onde vai decorrer uma missa celebrada pelo bispo do Porto, António Francisco dos Santos.
No início da semana, Guilherme Pinto tinha apresentado o pedido de renúncia ao mandato, devido ao seu estado de saúde – uma decisão que produziria efeito a partir de 1 de Fevereiro.
Membro da Comissão Executiva do Eixo Atlântico, Pinto destacou-se pelo seu trabalho em favor da cooperação entre Galiza e o Norte de Portugal. Perante o seu mandato como presidente da câmara municipal, Matosinhos se converteu em um referente gastronómico e cultural na euro-região.

Entre as suas últimas ações como presidente da câmara municipal de Matosinhos figura a Capital da Cultura do Eixo Atlântico em 2016 e a inauguração, no passado mês de novembro, da Praça do Eixo Atlântico na localidade.

O homem que passou os últimos 11 anos a liderar a autarquia de Matosinhos nasceu em Matosinhos a 21 de Abril de 1959, licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, foi professor do ensino secundário e exerceu a profissão de advogado.
Vice-presidente da Câmara de Matosinhos desde 2001, apresentou a sua candidatura à liderança da autarquia em Julho de 2005.
Em Novembro de 2005, Guilherme Pinto assumiu o cargo de vice-presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), onde lutou pela expansão da rede do Metro do Porto.
Nas últimas eleições autárquicas, em 2013, Guilherme Pinto apresentou-se como independente. Acabou por vencer por maioria absoluta as eleições.