Eixo Atlántico e o Conselho Económico e Social da Galiza apresentam um plano para o Corredor Atlântico para que deixe de ser "um gigante adormecido"
O plano apresentado, elaborado por Miguel Bugarin, contempla ações no valor de 2.358 milhões de euros
Na falta de resposta por parte do governo espanhol para conhecer o futuro deste corredor, o Eixo optou por criar um plano diretor "próprio" a cargo do engenheiro e ex-diretor geral de Mobilidade da Xunta de Galicia, Miguel Rodríguez Bugarín.
Com a presença por videoconferência da vice-presidente do Eixo Atlântico, Lara Méndez, o seu secretário-geral, Xoán Vázquez Mao e o diretor do Conselho Económico e Social da Galiza-CES, Agustín Hernandez, foi apresentado um plano para o corredor atlântico ferroviário, com ações previstas no valor de 2.358 milhões de euros, com o objetivo de que esta região deixe de ser "um gigante adormecido".
Numa conferência de imprensa por videoconferência, o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, destacou que há "meses que se vem a solicitar ao ministério o plano diretor", mas "ninguém" teve acesso a ele, pelo que "não se pode afirmar se existe ou não", algo com o que concordou a autarca de Lugo, a socialista Lara Méndez.
Daí a elaboração de um plano diretor "próprio", embora Vázquez Mao tenha optado por não lhe chamar assim, mas sim 'Elementos para a redação de um Plano Diretor do Corredor Atlântico', título do documento, a cargo do engenheiro Miguel Rodríguez Bugarín, ex-diretor geral de Mobilidade da Xunta de Galicia.
"Na prática reúne tudo o que é necessário fazer em cada um dos troços da vertente galega do corredor", sublinhou o responsável do Eixo Atlântico.
Por isso avisou que "já não há desculpa" e "tem de haver uma ação institucional conjunta", pois o que está "em jogo" é "o futuro" dos portos e da economia não só galega, na sua opinião, mas da espanhola no seu conjunto.
Deixar de parte oposicionismos
Com o propósito de "deixar de parte oposicionismos e posicionamentos políticos partidaristas" na busca de "uma voz única, principalmente depois da pandemia", o Eixo Atlántico e o CES lançaram também um manifesto em defesa de uma rede "equilibrada" na Península Ibérica.
A este respeito, Vázquez Mao comparou os 2.358 milhões de euros em ações previstas neste plano com os cerca de 7.000 milhões para o do Mediterrâneo. É, sublinhou, uma quantia "aceitável", tendo em conta que 50% será cofinanciado pela Europa.
Como novidade, o documento, que o seu autor expôs pormenorizadamente no encontro, inclui um traçado "estratégico" Ferrol-A Coruña-Lugo-Monforte, para dar "saída" a dois portos (Ferrol e A Coruña) que, "embora tecnicamente não sejam corredor atlântico", existe a "intenção de os posicionar para 2023, que se volte a abrir prazo", para que a Comissão Europeia "os integre como corredor".
"Enquanto não podem ir aos fundos (do corredor), sim (podem aceder) aos de reconstrução, porque encaixariam perfeitamente com a filosofia de Bruxelas", destacou o responsável do Eixo Atlântico.
Em resumo, concluiu: "Sabemos o que há a fazer, sabemos quanto custa, e se o vamos enviar a todas as instituições (...) porque queremos que saibam o que há a fazer e que sabemos o que há a fazer".
Critérios de igualdade
Por parte do CES, o seu presidente, Agustín Hernández, sublinhou que a vontade do documento e do manifesto não é enfrentar-se com o Mediterrâneo, mas exigir "que existam critérios de igualdade".
Além disso, sublinhou a necessidade de que tanto o ministério como ADIF sejam "capazes de executar os orçamentos previstos" em matéria ferroviária.
Lara Méndez, por sua vez, reivindicou que "este documento serve como ponto de partida para iniciar esse trabalho" para o corredor, e valorizou "que se inclua essa linha Lugo-A Coruña-Monforte".

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