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Eixo Atlântico apresenta a Feijoó um conjunto de medidas urgentes para combater a crise económica na Eurorregião

Eixo Atlântico apresenta a Feijoó um conjunto de medidas urgentes para combater a crise económica na Eurorregião

O documento faz uma análise crítica da cooperação nestes 25 anos, afirmando que a pandemia evidenciou um problema estrutural pré-existente derivado da falta de envolvimento tanto de instituições públicas como de entidades privadas e sociais, que apenasrecorreram à cooperação como mecanismo para obter fundos europeus

A Secretaria Geral do Eixo Atlântico, em cumprimento do mandato da Comissão Executiva, remeteu ao Presidente da Xunta de Galicia, na sua condição também de Presidente da Comunidade de Trabalho Galiza Norte de Portugal, um documento de seis páginas, em que propõe um conjunto de medidas urgentes para combater a crise económica provocada pela pandemia, em toda a Euro-região Galiza Norte de Portugal.

O documento faz uma análise crítica da cooperação nestes 25 anos, afirmando que a pandemia evidenciou um problema estrutural pré-existente derivado da falta de envolvimento tanto de instituições públicas como de entidades privadas e sociais, que apenas recorreram à cooperação como mecanismo para obter fundos europeus, ignorando que a cooperação é um processo constante e uma metodologia para gerar massa crítica, e portanto gerar melhores serviços e captar mais investimentos. Em muitos casos, continua o documento, a cooperaçãofoi relegada a uma função reivindicativa e não executiva. Neste sentido uma das primeiras propostas é dotar de competências as Eurocidades para que deixem de ser entes propagandísticos e possam gerir competências que esta crise evidenciou como determinantes, caso da mobilidade ou da proteção civil. Para isso, é necessária uma proposta que o Eixo Atlântico defende há vários anos perante os governos de Espanha e Portugal: a aprovação de um novo tratado bilateral que dê cobertura a figuras que como as Eurocidades surgiram nos últimos anos.

O documento centra todas as suas propostas num único objetivo, por considerar que é a prioridade absoluta nestes momentos: criação de emprego através da promoção da atividade económica. Neste sentido, propõe um conjunto de medidas para a promoção ao caminho de Santiago desde os próximos meses, desenvolvendo conjuntamente com os governos o conceito de caminho seguro que está a promover o Conselheiro de Cultura e Turismo. Complementariamente propõe dar um impulso à produçãoe comercialização de produtos tradicionais da Eurorregiãoe inclusivamente oferece-se para partilhar a Feira de Produtos Tradicionais do Eixo Atlântico que anualmente se realiza em O Barco de Valdeorrase que apartir deste ano será itinerante pelas cidades da Euro-região.Disponibiliza também aos respetivos governos e entidades de turismo a feira de turismo de proximidade do Eixo Atlântico, Expocidades, cuja próxima edição será em Valongo (Portugal) e que incorporará mesas de contratação turística e mesas de contratação de produtos gastronómicos, para favorecer a distribuição dos mesmos no conjunto da Euro-região.

No segundo bloco de medidas destaca a importância que adquire nestes momentos as infraestruturas pendentes e muito especialmente a saída sul de Vigo que permita completar uma linha de alta velocidade entre Corunha e Lisboa. Linha que deverá também ser completada até Ferrol. Reclama também a construção do Corredor Atlântico tanto no traçado galego como no traçado do Norte de Portugal para reforçar o papel económico dos portos. Neste aspeto refere também a necessidade de que na Galiza a Xunta e os Concelhos com aeroporto implementem no prazo máximo de 3 meses shuttles diretos entre a estação de comboio e o aeroporto como já existe no Porto.

O documento refere também a necessidade urgente de reforçar as redes e serviços digitais, coordenar os centros tecnológicos e de investigação da Galiza e do Norte de Portugal para gerar uma estrutura sólida de investigação tecnológica ao serviço da competitividade das empresas e coerentemente estabelecer um plano de recuperação do talento que teve de partirpara outros países durante a crise, aomesmo tempo que se criam as condições para queo novo talento emergente desenvolva o seu trabalho no território sem ter que partir.

Propõe-sea criação de uma comissão conjunta para promover a contratação dos nossos artistas e criadores por parte das entidades públicas, que representam 60% da contratação no âmbito cultural, doqual apenas uma percentagem muito pequena se investe na contratação dos nossos próprios artistas ou produtores culturais.

Também se propõe a criação imediata de uma comissão de prevenção epidemiológica conjunta que acompanhe a evolução do coronavírus na Euro-região e estabeleça sistemas de alerta conjuntos na possibilidade de futuras crises na saúde.

Finalmente propõe a programação coordenada e gestão complementar de fundos europeus no próximo período 2021-2027, propostas que devem ser remetidas urgentemente à Comissão Europeia uma vez que se prevê a aprovação dos regulamentos e orçamentos para o referido período antes do fim do ano.