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Bruxelas aprova a inclusão da linha ferroviária A Coruña-Vigo-Ourense-Monforte-O Barco-Palencia no Corredor Atlântico europeu, tal e como se comprometeu com o Eixo Atlântico

Bruxelas aprova a inclusão da linha ferroviária A Coruña-Vigo-Ourense-Monforte-O Barco-Palencia no Corredor Atlântico europeu, tal e como se comprometeu com o Eixo Atlântico

Com esta decisão cumpre-se um dos objetivos para os quais o Eixo Atlântico tem vindo a trabalhar há uma década

A Comissão tornou pública hoje a aprovação da integração da linha ferroviária A Coruña-Vigo-Ourense-Monforte-O Barco-Palencia no Corredor Atlântico europeu, tal como se tinha comprometido o coordenador europeu da rede transeuropeia de transportes, Carlo Secchi com o presidente do Eixo, Alfredo García na sua reunião do dia 24 de maio em Bruxelas. E tal como lhe ratificou a comissaria de transportes ao líder da oposição no Parlamento galego, Luís Villares.

Esta decisão deverá ser ratificada em procedimento normal pelo Conselho Europeu de Ministros e pelo Parlamento Europeu no prazo máximo de um ano, com a previsão de que o Parlamento o deixe já aprovado antes da sua dissolução em 2019.

A partir de 2021, ano em que entra em vigor o novo programa de fundos europeus, o Governo espanhol já poderia solicitar o cofinanciamento das obras com a condição de que estejam finalizadas até 2030.

A importância desta decisão reside não só na competitividade para os portos galegos, ao poder colocar as suas mercadorias em toda a Europa em tempos competitivos, mas também no impulso económico do interior da Galiza, zona com grandes problemas demográficos pela falta de investimentos e de movimento económico. Todos estes aspetos foram recolhidos pelo Eixo Atlântico no Fórum que organizou em Monforte de Lemos em maio de 2016 y cujas conclusões estão disponíveis num relatório publicado pelo Eixo.

O secretário-geral do Eixo, Xoán Vázquez Mao, realçou a importância desta decisão e do trabalho integrador e positivo que o Eixo Atlântico realizou sob a presidência do presidente de O Barco de Valdeorras, Alfredo García. Neste trabalho tiveram um papel muito relevante tanto presidentes passados e presentes como o presidente de Monforte José Tomé, a atual presidente de Lugo, Lara Méndez e a Diputación de Lugo; assim como empresários, sindicatos, organizações cívicas e um amplo espectro de entidades tanto galegas como do Bierzo das que não faltou quase ninguém.

O Eixo Atlântico também quer agradecer o importantíssimo trabalho desenvolvido pelos meios de comunicação que com a sua informação permanente criaram um clima de opinião que no final foi decisivo para a aprovação da proposta.

Neste caminho contamos sempre com o apoio do Ministério de Fomento espanhol, no qual desempenhou um papel muito relevante a diretora geral de Adif, a lucense Isabel Pardo de Vera, que foi a artífice para que o ministério tenha assumido as propostas do Eixo Atlântico, propostas que por sua vez, assumiam e integravam as dos coletivos sociais e institucionais tanto da Galiza como do Bierzo.

O objetivo a partir de agora será transmitir ao novo governo a necessidade de agilizar os prazos ao máximo e monitorizar o cumprimento dos mesmos. Igualmente o Eixo Atlântico concentrará os seus esforços na promoção da saída sul de Vigo para conectar os três vértices do Corredor Atlântico: A Coruña, Aveiro e Sines através dos 30 km que faltam entre Vigo e Tui.

O secretário-geral, reclamou que de uma vez por todas seja criado o Porto seco de Monforte, substituindo o polígono empresarial interruptus que ocupa atualmente os terrenos destinados ao porto seco.