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XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico está patente ao final de Janeiro em Braga

XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico está patente ao final de Janeiro em Braga

Adriana Henriques, Marlene Lima e Jorge Araújo são os artistas bracarenses presentes na mostra que decorre até ao dia 31 de Janeiro na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, e que dá a conhecer outros artistas portugueses e galegos

 Estimular a criação artística e promover a interculturalidade são os dois principais objectivos da exposição da XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico, que ontem foi inaugurada na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Em exposição estão 25 trabalhos de 104 artistas de Portugal e Espanha. Entre eles estão três artistas bracarenses: Adriana Henriques, Marlene Lima e Jorge Araújo. “Sendo eu uma artista plástica
da cidade sinto-me muito honrada por participar nesta exposição. Esta é uma excelente forma de promover os artistas de Portugal e da Galiza”, apontou a artista plástica Adriana Henriques.

A artista marca presença com uma pintura denominada ‘Fragmentos de Felicidade’, que pretende levar os visitantes a realizarem uma viagem interior. “Os fragmentos de felicidade são os momentos mais positivos dos nossos dias, em diferentes lugares e ambientes. É uma composição em que proponho ao observador entrar pela obra e realizar uma viagem interior. É uma obra que leva a reflectir”, acrescentou Adriana Henriques, que é também docente na Escola de Medicina da Universidade do Minho.

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, explicou ao Correio do Minho que a Bienal de Pintura do Eixo Atlântico é “um evento único a nível da Península Ibérica e até mesmo a nível transfronteiriço, que põe valor à criação artística de países (Portugal e Espanha). É uma referência a nível europeu”. Xoan Mao destacou ainda que vários artistas conceituados se deram a conhecer na Bienal de Pintura
do Eixo Atlântico. “Braga é uma cidade do Eixo Atlântico com muito dinamismo cultural, por isso não tinhamos como não levar a exposição até Braga. Foram muitas as cidades do Eixo Atlântico que se candidataram para receber esta exposição, mas tivemos que limitar a 12 cidades que vão receber a exposição ao longo do ano. Uma delas foi Braga. Não podemos fazer mais exposições porque é preciso uma grande logísitica para transportar as obras e e ter cuidado para que elas não sofram com a deslocação de cidade para cidade”, disse Xoan Mao. Além de Braga, a exposição vai passar por Bragança (Fevereiro); Maia (Março), Ribeira (Maio), Felgueiras (Junho); Vila Real (Julho); Vila Nova de Gaia (Agosto); Barcelos (Setembro) e Monforte de Lemos (em Outubro).

A vereadora da Câmara Municipal de Braga, Olga Pereira, frisou que “ a cultura ocupa um lugar central na Euro-região” e que a “mostra é importante naquilo que constitui a identidade comum do Norte de Portugal e da Galiza. Temos trabalhos de três autores bracarenses, o que muito nos orgulha. O município de Braga sente-se muito honrado por receber esta exposição”.

A presidente do júri da Bienal, Helena Mendes Pereira, disse que a iniciativa “é relevante para a afirmação da euro-região Portugal - Galiza” e que “o intercâmbio de artistas é de salutar”. Helena Mendes Pereira destacou ainda que a qualidade da Bienal “tem vindo a aumentar ao longo das várias edições. Entre os artistas premiados, destacam-se vários que são oriundos de Braga”. A exposição pode ser
vista até ao dia 30 deste mês, entre as 9 e as 19.30 horas (de segunda a sexta-feira) e aos sábados. A entrada é gratuita. Estimular a criação artística e promover a interculturalidade são os dois principais objectivos da exposição da XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico, que ontem foi inaugurada na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.