A reivindicação do interior da euro-região, a sua crise demográfica e a necessidade de melhorar as suas infraestruturas e investimentos centram a Assembleia Geral
O reforço do interior, a crise demográfica e o plano de ação da Agenda Urbana foram os eixos centrais da Assembleia Geral do Eixo Atlântico, realizada em O Barco de Valdeorras. O ex-ministro português Silva Peneda e a atual presidente da ADIF, Isabel Pardo, medalhas de Ouro da instituição
O Barco de Valdeorras foi o anfitrião da XXVII Assembleia Geral do Eixo Atlântico que reuniu presidentes e vereadores dos 34 municípios, galegos e portugueses que a integram. A decisão de a realizar nesta cidade deveu-se ao apoio que se pretende dar ao eixo interior da Galiza e do Norte de Portugal que vive uma grave crise demográfica e uma das que mais necessita de infraestruturas e investimentos.
A Assembleia Geral aprovou um orçamento de 4,3 milhões de euros para o presente exercício. O Eixo Atlântico inicia uma linha de trabalho centrada em torno da crise demográfica da população do interior da euro-região que afeta principalmente a Galiza, que com menos população tem menor representação em número de deputados e por isso um menor peso político nas decisões.
Neste sentido, o Eixo Atlântico está a elaborar uma estratégia com soluções que serão remetidas tanto aos governos de Espanha e Portugal, que possam ser viabilizadas com fundos europeus no período 2021-2027 e que integre as infraestruturas necessárias para o eixo interior.
Também se aprovou o Plano de Ação da Agenda Urbana, que foi trabalhado ao largo de um ano e que a partir deste momento os municípios desenvolverão segundo as necessidades e tipologias de cada um. A Agenda Urbana do Eixo Atlântico foi reconhecida pela Comissão Europeia como a primeira Agenda Urbana transfronteiriça da Europa.
Por último, abordou-se a situação das infraestruturas e as expectativas tanto em Portugal, onde as propostas do Eixo Atlântico já estão todas em marcha ou foram incluídas dentro do Plano Nacional de Investimentos, como em Espanha onde o Eixo Atlântico está na expectativa dos resultados eleitorais embora o nível de diálogo com os partidos políticos maioritários permite ter a convicção de que as obras propostas se desenvolverão segundo o previsto.
A Assembleia Geral do Eixo Atlântico manifestou a sua satisfação pelo facto de o ministro de Fomento, José Luis Abalo apresente em Madrid, o Plano Diretor do Corredor Atlântico, e também pelos consensos que o Corredor está a suscitar nos últimos tempos, tendo-se juntado setores e administrações que não estavam no seu início, mas que são bem-vindos.
O Corredor Atlântico é fundamental para a Galiza e especialmente para os portos galegos e para o interior da euro-região.
O Eixo Atlântico ratificou a sua posição de que a Galiza apenas deve ter um único corredor que una Ourense, Monforte de Lemos e O Barco de Valdeorras já que ter mais de um debilitaria a massa crítica necessária para a sua viabilidade.