Marlene Lima e Adriana Henriques, artistas bracarenses que têm obras expostas na Bienal, explicam as suas obras no Porto Canal
O canal de televisão visitou a exposição que está, até 30 de janeiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva de Braga.

Marlene Lima explicou que é um motivo de orgulho ter sido selecionada para participar na Bienal, na segunda vez em que concorre ao certame. Explica que a sua obra "trata o marulho que é o ruído da ondulação do mar.” A artista refere ainda que demorou um mês a construi a sua obra, que “é um resultado sensorial das sensações que eu tenho quando vejo a ondulação marítima e transportei isso para as cores e para as formas que estão aqui representadas".
Adriana Henriques afirmou que o que a motivou para participar na Bienal do Eixo Atlântico “foi o facto de poder entrar também em outras cidades, coabitar outros espaços, outros ambientes através da minha marca, através da minha linguagem artística, os fragmentos da felicidade.” A artista refere que a composição visual da sua obra são pequenos momentos de felicidade que vai tendo no seu dia a dia, “composta por desenhos que faço em crochet com o qual crio uma linguagem matemática, musical e poética que despois trago para o campo da pintura e até das artes performativas".

Helena Mendes Pereira, presidente do júri desta edição, explicou que "A Bienal do Eixo Atlântico é una iniciativa de salutar porque é uma iniciativa de rede entre a eurorregião do Norte de Portugal e Galiza que permite de uma forma sui generis divulgar a criação artística destes dois territórios.” Acrescenta que a Bienal tem crescido muito e que nesta edição foi uma enorme responsabilidade para o júri escolher as obras aqui agora expostas já que das centenas de candidaturas recebidas nesta edição a qualidade das obras melhorou consideravelmente pelo que a escolha do júri foi muito difícil para chegar aos vencedores".
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