“2033 é data realista para alta velocidade Galiza-Porto, com exceção do novo troço entre Braga e o aeroporto”
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, concedeu uma entrevista ao jornal português O Minho, na qual aborda os principais desafios e prazos das ligações ferroviárias entre a Galiza e o Norte de Portugal, uma infraestrutura estratégica para a integração e a mobilidade da Eurorregião
Na entrevista, Vázquez Mao considera que 2033 é uma data realista para concluir a ligação de alta velocidade entre a Galiza e o Porto, embora alerte que esta previsão depende de não surgirem novos atrasos. A construção do novo troço entre Braga e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro deverá começar nesse mesmo ano, podendo entrar em funcionamento por volta de 2035.
Um dos temas abordados é também a futura ligação ferroviária internacional entre Valença e Tui. O secretário-geral explica que a localização da nova ponte sobre o rio Minho já está acordada, a leste de ambas as localidades, mas que os governos de Espanha e Portugal ainda têm de anunciar oficialmente o modelo escolhido para a sua construção. Neste sentido, recorda que o Eixo Atlântico solicitou a intervenção do Presidente da República Portuguesa para promover um entendimento entre os dois países e fazer avançar o projeto.
A entrevista aborda igualmente a proposta do Eixo Atlântico para criar um serviço ferroviário de proximidade entre Vigo e Viana do Castelo, aproveitando as infraestruturas existentes e ligando localidades dos dois lados da fronteira. Vázquez Mao salienta a necessidade de dispor de uma estrutura de coordenação territorial que permita desenvolver este tipo de serviços e avançar para uma mobilidade metropolitana integrada no Norte de Portugal.
Por último, aborda o impacto que a alta velocidade poderá ter na conectividade aérea da Eurorregião e defende a criação de um sistema aeroportuário conjunto, integrado pelos aeroportos do Porto, Vigo, Santiago de Compostela e A Coruña, que permita coordenar serviços, melhorar as ligações e alargar as opções de mobilidade para a população.
A entrevista completa pode ser consultada no jornal O Minho: