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A Capital da Cultura do Eixo Atlântico contará com 52 eventos ao longo do ano em Braga

A Capital da Cultura do Eixo Atlântico contará com 52 eventos ao longo do ano em Braga

A inauguração da Capital da Cultura do Eixo Atlântico encheu de cor Braga com a Sondeseu Orquestra Folk e Daniel Pereira Cristo

“Braga, ao acolher a Capital da Cultura, renova o seu compromisso com este projeto do Eixo Atlântico que consideramos fundamental desde o ponto de vista da partilha de experiências, de projetos, de identidade com este grande território que é a euro-região, na qual nos sentimos plenamente integrados e para a qual queremos contribuir plenamente para o fortalecimento destas oportunidades de colaboração”, afirmou ontem Ricardo Rio, presidente de Braga e novo presidente do Eixo Atlântico, na cerimónia de abertura da Capital da Cultura do Eixo Atlântico - Braga 2020 que teve lugar no Altice Fórum Braga.

O Conselleiro de Cultura da Xunta de Galicia, Román Rodríguez, destacou a importância de “reforçar os laços culturais baseados nas fortes raízes históricas da euro-região. Trata-se de um elemento que gera coesão, uma identidade comum e é uma fonte de riqueza, como é o caso da união cultural do Caminho de Santiago que une estes territórios”. O conselleiro manifestou a sua satisfação pela conselhería participar na Capital da Cultura na Semana da Cultura onde participarão com eventos e produções culturais da Galiza.

O ex-presidente do Eixo Atlântico e presidente de O Barco de Valdeorras, Alfredo García, que cedeu o seu posto na passada sexta-feira ao presidente de Braga, interveio uma vez que foi durante o seu mandato que se elegeu Braga como Capital da Cultura. Alfredo García afirmou que embora as infraestruturas sejam importantes porque geram atividade económica, a cultura reveste uma maior importância como motor da criação de emprego através das indústrias culturais, reivindicando, ao mesmo tempo, um maior investimento na Cultura e Educação.

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao, afirmou que “este é um evento cultural luso-galaico do sistema urbano do Eixo Atlântico que é preciso estimular, de modo a que permita aos produtores e criadores culturais da euro-região viver do seu trabalho”, realçando que “a cultura é um dos maiores criadores de emprego”, apontando como exemplo que “o melhor produto cultural de turismo que passa por Braga é o Caminho de Santiago”.
No evento também estiveram no palco, a presidente de Lugo, Lara Méndez, como nova vice-presidente da entidade e a vereadora da cultura de Braga, Lídia Dias.

 

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Os discursos deram lugar à emoção e ao calor da música tradicional, tanto galega como portuguesa, que remataram a inauguração da VI Capital da Cultura do Eixo Atlântico que ocorrerá na cidade de Braga, até ao final do ano.

O concerto de abertura arrancou pouco antes das dez da noite com os acordes de “Fazer o Pino” do reconhecido músico português Daniel Pereira Cristo ao que se seguiram outros temas como “No País de Alice”, “De Não Saber o que me Espera” onde se apreciou a sua paixão pela música tradicional e pelos instrumentos tradicionais portugueses. A sua atuação colocou de pé o público quando terminou com uma canção de Zeca Afonso.

Depois das dez da noite foi a vez de Sondeseu, uma das primeiras orquestras europeias de música folk contemporânea. Começou com “Tradiculata”, tema a que seguiram “Aires de Berducido”, “Insua”, “Ciclotimias”, “Xota de Cortellas” ou “Maneo de Malpica”, que foram soando num ambiente festivo e cheio de cor. A música de Rodrigo Romaní, Anxo Pintos, ou José Enrique Comesaña Pedreira, entre outros compositores, despertou o público que abarrotou o Altice Fórum Braga. Cerca de uma dúzia de temas foram salpicando a sua atuação de mais de uma hora, numa verdadeira exaltação da música popular, tanto galega como portuguesa, onde as emoções passavam de temas intimistas, até à celebração mais alegre e descontraída.

Rodrigo Romaní e Daniel Pereira Cristo dirigiram-se ao público para agradecer não só por serem os escolhidos para a inauguração, “mas pela oportunidade de fazer parte de dois territórios com uma vida em comum e reunirem a riqueza musical e cultural da euro-região”. Mais de três minutos de aplausos, com o público de pé, de agradecimento aos artistas pela sua entrega e emoção.

Um final de ouro para o arranque da Capital da Cultura do Eixo Atlântico. A programação para este ano inclui 52 eventos de referência do Município de Braga e um conjunto de novas iniciativas que contam com a colaboração de agentes culturais dos municípios do Norte de Portugal e da Galiza. A tipologia dos eventos inclui Cultura Urbana; Artes plásticas: pintura, escultura, desenho, gravação, cerâmica, ourivesaria, artesanato; Música contemporânea, clássica, Ópera e Folk; Poesia; Teatro; Cinema; Exposições; concertos; encontros de indústria cultural; fotografia; encontros setoriais do mundo da cultura.