Na Semana Europeia das Regiões e dos Municípios, Ricardo Rio enalteceu o crescimento de Braga alertou para a necessidade de apoio nas áreas da habitação e mobilidade
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, participou ontem, enquanto representante do Comité das Regiões, na sessão da abertura da Semana Europeia das Regiões e dos Municípios, que decorreu em Bruxelas. Na ocasião, Ricardo Rio enalteceu a capacidade que Braga tem demonstrado nos últimos anos em atrair investimento, fazer crescer as empresas da região e criar postos de trabalho qualificados.
Este é o maior evento anual dedicado à política regional. Todos os anos, durante quatro dias, as regiões e os municípios dão a conhecer a sua capacidade de gerar crescimento e emprego, bem como de aplicar a política de coesão da União Europeia, e demonstram a importância do nível local e regional para a boa governação europeia.
“A cidade é hoje um dos polos mais inovadores e criativos da península ibérica, com impacto em todas as áreas de actividade. Criamos um novo modelo estratégico de desenvolvimento em parceria com as Universidades, o INL, as Associações Empresariais e os centros de conhecimento da região com resultados extremamente positivos”, afirmou na sessão o presidente da Câmara Municipal de Braga.
Como consequência desse crescimento, o autarca destacou a capacidade de atracção de talento de Braga e o aumento da qualidade de vida dos cidadãos, factores que levaram a que Braga fosse a cidade portuguesa com o maior crescimento em número de habitantes, de acordo com os últimos censos. “A qualidade de vida e a felicidade dos cidadãos é crucial para as cidades atraírem talento e poderem-se afirmar como clusters de inovação. Braga tem, neste momen- to, cidadãos de mais de 100 nacionalidades plenamente integrados na vida da cidade”, disse.
Por outro lado, Rio alertou para a necessidade da Comissão Europeia ajudar as cidades e as regiões a combaterem os problemas que estão a surgir nas áreas da habitação e mobilidade. “Para além dos apoios sociais às faixas mais desfavorecidas da população, temos de ter capacidade para dar resposta às famílias de classe média que, neste momento, se confrontam com sérios problemas no acesso à habitação. Ao mesmo tempo, e numa altura em que as cidades se esforçam para cumprir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, a mobilidade é outra das áreas prioritárias em que precisamos de recursos para podermos transformar o espaço urbano e dar prioridade aos transpor- tes colectivos e modos suaves”, finalizou.