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O Eixo Atlântico inicia o debate com as cidades para a implementação do Plano de Ação da Agenda Urbana

O Eixo Atlântico inicia o debate com as cidades para a implementação do Plano de Ação da Agenda Urbana

Meia centena de representantes de municípios do Eixo participaram na reunião realizada na Universidade de Vigo

Depois do lançamento do Plano de ação que teve lugar no Fórum realizado na Corunha a 15 de março, o Eixo Atlântico inicia o debate com as cidades que participarão na implementação da Agenda Urbana.

Na reunião, realizada no Salón de Grados da Faculdade de Filologia e Tradução da Universidade de Vigo, participaram meia centena de representantes políticos e responsáveis técnicos dos municípios.

Durante a reunião, o secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao, apresentou o plano de ação da Agenda Urbana, passando a palavra a José Soeiro (membro da equipa de redação), que expôs as medidas do Plano de Ação, desenvolvido no âmbito do projeto europeu MC2. Martín Fernández Prado, também membro da equipa de redação da Agenda Urbana, apresentou a metodologia de trabalho do plano de ação para recolher o feedback das cidades.

Durante a segunda parte da reunião, José Sánchez Bugallo, coordenador dos projetos piloto, apresentou os trabalhos que vão ser realizados com as cidades, que poderão ser acrescentados aos grupos de trabalho específicos que se vão constituir para a definição e implementação dos projetos piloto.    

A agenda Urbana do Eixo Atlântico

O Eixo Atlântico trabalha na primeira Agenda Urbana transfronteiriça da UE. Esta configura-se como uma estratégia de desenvolvimento urbano coordenado para todas as cidades do Eixo Atlântico para que avancem todas – ainda que cada uma a seu ritmo e segundo as suas prioridades – na mesma direção, gerando sinergias e complementaridades que permitam o desenvolvimento do território Galiza-Norte de Portugal como um todo.

A Euro-região Galiza-Norte de Portugal é a mais dinâmica e estável dentro da Europa e  constitui a terceira área urbana da Península Ibérica.

Contudo, esta pujante área enfrenta problemas de mobilidade, como é o déficit na rede ferroviária e a coordenação entre portos e aeroportos ou dificuldades no âmbito da política industrial como uma assimétrica ocupação do solo produtivo.

O plano de ação é concebido como um quadro de referência dotado de instrumentos válidos para conseguir os objetivos acordados. Aspira a ser indicativo para as autoridades públicas e a sociedade civil, sem ser imperativo em caso algum. Isto só será possível com o envolvimento ativo de todos os atores na sua elaboração, na sua gestão e no seu acompanhamento. O seu horizonte espacial vai ser o conjunto da Euro-região e, especialmente, o seu sistema urbano. Pretende ser um instrumento orientador de políticas públicas, nunca uma receita homogénea e uniformadora.

O plano de ação articula-se em torno de quatro prioridades estratégicas que reúnem e adotam os cinco eixos estabelecidos na Agenda Urbana: a cidade do futuro; desenvolvimento e emprego: a Euro-região do conhecimento; coesão territorial e desafio demográfico; e espaço euro-regional.

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