Skip to main content

Braga, Amarante, Barcelos e Santa Maria da Feira, cidades do Eixo Atlântico, vão receber Assembleia-Geral da Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Braga, Amarante, Barcelos e Santa Maria da Feira, cidades do Eixo Atlântico, vão receber Assembleia-Geral da Rede de Cidades Criativas da UNESCO

O evento, que se celebra pela primeira vez em Portugal, terá local do 1 ao 5 de julho de 2024

Com o mote ‘Trazer a Juventude para a Mesa Global’, Braga mobiliza as cidades criativas do Norte de Portugal para acolher, pela primeira vez, a Conferência Anual da Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Braga, Barcelos, Amarante e Santa Maria da Feira uniram-se e assinaram, ontem, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o protocolo para a realização da XVI conferência, que terá lugar na primeira semana de Julho de 2024.

Na sessão, o autarca Ricardo Rio lembrou que a candidatura bracarense venceu o Dubai, envolvendo as cidades parceiras, e acredita que o acolhimento desta Assembleia Geral é um momento de “afirmação ainda mais forte da nossa capacidade internacional”.

“Os nossos quatro concelhos são cidades criativas da UNESCO cada uma na sua área específica: Amarante na Música, Barcelos no Artesanato, Braga nas Media Arts e Santa Maria da Feira na Gastronomia. E todos entendemos que essa dimensão de integrarmos uma rede internacional como a Rede das Cidades Criativas da UNESCO é extremamente importante, porque estamos a valorizar algumas das áreas estratégicas dos nossos territórios”, sublinhou o presidente da câmara, considerando que esta iniciativa, que irá decorrer pela primeira vez em Portugal, “será um espaço de afirmação da capacidade do país e dos nossos concelhos a nível internacional”.

Segundo o edil, esta parceria “vai dar a conhecer a realidade artística e cultural dos diferentes territórios”, uma vez que a programação, que agora será preparada detalhadamente, se estenderá pelas quatro cidades. Formalização da parceira e pontapé de saída para acolher a Assembleia Geral contou com a presença dos autarcas de Barcelos, Mário Constantino, de Amarante, José Luís Gaspar, e Emídio Sousa, de Santa Maria da Feira.


“Tive o privilégio de assistir in loco à eleição de Braga como capital que irá receber esta conferência da UNESCO. O Ricardo Rio teve uma prestação brilhante na apresentação da can- didatura, mas também julgo que o facto de haver esta colaboração de quatro municípios em conjunto contribuiu para esse resultado. É de assinalar ver quatro dimensões diferentes da cultura associados, não estamos a disputar nada, estamos a colaborar. E a cultura é isso, juntar as diferentes dimensões, as diferentes disciplinas para aparecer um resultado mais robusto”, destacou Mário Constantino, optimista para a realização do evento.

“Estou certo que com a batuta e liderança de Braga vamos fazer um acolhimento bem melhor do que Santos e mais uma vez valorizarmos a nossa cultura, a nossa identidade, as nossas raízes e, sobretudo, os nossos municípios”, frisou.

Também José Luís Gaspar disse estar “completamente comprometido com o projecto e sei que será um sucesso”. “Há aqui uma nova geração de autarcas que percebe claramente que esta rede e união faz com que possamos almejar novos patamares”.

Já Emídio Sousa considera que esta conferência “é mais um momento de afirmação do nosso país e de afirmação de uma classe política muitas vezes subvalorizada, mas que trabalha a sério e faz”.