Preço da habitação e qualidade do ensino são os aspetos que mais contribuem para elevado índice de felicidade dos bracarenses
Só três por cento dos 200 mil habitantes de Braga consideram que a cidade dos arcebispos não é um ótimo lugar para se viver. Os dados do último ‘Eurobarómetro sobre a qualidade de vida’ indicam que a capital do Minho ocupa o 3º lugar na Europa e o 1º em Portugal, com 97 por cento dos seus habitantes satisfeitos. Braga partilha o terceiro lugar com mais oito cidades, como Málaga ou Estocolmo, embora nos itens considerados mais fundamentais a capital do Minho se destaque das restantes. A boa relação entre o preço e a qualidade da habitação e a excelência dos serviços de educação são os aspetos que mais contribuem para a extraordinária classificação da cidade, tendo aí conseguido os 2º e 3º lugares, respetivamente. Também a integração social, o acolhimento de estrangeiros e os serviços de saúde estão no topo da preferência da esmagadora maioria dos habitantes de Braga. Já o urbanismo merece apenas 68 por cento das opiniões favoráveis, enquanto a eficiência dos serviços públicos se fica pelos 62 por cento. "Trata-se de uma notícia que nos deixa muito satisfeitos e que nos incentiva a fazer cada vez mais e melhor, no sentido de acrescentar à qualidade de vida dos habitantes de Braga", disse ao Correio da Manhã Ricardo Rio, presidente da câmara. Entre as 79 cidades europeias em que foi realizado o inquérito, Braga aparece em lugar de destaque, sendo apenas ultrapassada por Alborg (Dinamarca), Vilnius (Lituânia) e Belfast (Reino Unido), que ficaram ex aequo em 2º lugar, com 98 por cento dos habitantes satisfeitos, e pelos primeiros classificados, Oslo (Noruega) e Zurique (Suíça), que têm 99 por cento dos seus habitantes felizes. A outra cidade portuguesa analisada foi Lisboa, cuja satisfação dos seus habitantes a coloca a meio da tabela.