Braga, cidade do Eixo Atlàntico, apresentou o melhor projecto ao programa ‘Bairros Comerciais Digitais’
O Município de Braga e a Associação Empresarial de Braga (AEB) marcaram presença na sessão de apresentação dos Bairros Comerciais Digitais. Esta cerimónia juntou, no Palácio da Bolsa, no Porto, os consórcios aprovados no processo de candidatura a esta medida do PRR. À cerimónia presidiu o ministro da Economia, António Costa Silva, e os secretários de Estado do Turismo, Comércio e Serviços (Nuno Fazenda), da Digitalização e da Modernização Administrativa, Mário Campolargo, e do Planeamento, Eduardo Pinheiro
Sendo a candidatura mais pontuada e que mais incentivo arrecadou e mais estabelecimentos abrange no país, esta candidatura prevê uma área de intervenção composta por 52 artérias do centro histórico de Braga, abrangendo 927 estabelecimentos de comércio e serviços ao consumidor. O investimento elegível associado ao projecto é de 1,5 milhões de euros.
António Barroso, coordenador geral da candidatura afirma que “foi feito um grande trabalho de equipa e mais uma parceria virtuosa com a AEB e outros parceiros públicos e privados sendo de realçar o envolvimento das empresas municipais. Agora que obtivemos este reconhecimento e este volume de financiamento temos a responsabilidade e o desafio ainda maior de implementar estas medidas, acções e instalações. Este é também um desafio dos parceiros da candidatura, mas sobretudo dos empresários que devem connosco saber potenciar todos estes investimentos”. Cativar novos públicos, melhorar a experiência de consumo e de visita, alargar o radar de negócios com a digitalização, permitir uma melhor, célere e mais limpa e sustentável comunicação e divulgação dos eventos, notícias, mas sobretudo da oferta comercial, de restauração, hotelaria, animação turística e outros serviços. Digitalizar para melhor comunicar e vender é o principal desiderato do ‘Braga Smart Retail’.
Nesta fase avançam 65 candidaturas aos Bairros Digitais, com Braga a ser, mais uma vez, reconhecida como “uma cidade liderante” nas áreas do comércio e serviços.
Rui Marques, director-geral da AEB, acredita que pelo facto der apresentado a candidatura com melhor pontuação a nível nacional, “todos os olhos vão estar virados para Braga, esperando-se que tudo corra bem para que seja um exemplo de boas práticas a ser replicado”.
Além das 65 candidaturas que avançam agora com o apoio do PRR, há ainda um lote de mais 25 que estão a aguardar um reforço da dotação orçamental por parte da Comissão Europeia. Deste lote fazem parte as candidaturas de Barcelos, Guimarães, Vila Verde e Póvoa de Lanhoso.
No caso da Póvoa de Lanhoso, a candidatura, que prevê um investimento de 943 mil euros, foi apresentada pelo Município local, também com a co-promoção da AEB.
Recorde-se que o programa dos Bairros Comerciais Digitais tem como missão “promover a digitalização da economia, nomeadamente dos sectores do comércio e dos serviços abertos ao consumidor, através da adopção tecnológica por parte dos operadores económicos e pela digitalização dos seus modelos de negócio, da promoção do comércio em linha e da integração digital das cadeias de abastecimento e escoamento”.
Rui Marques sublinha que este projecto vai permitir promover a coesão territorial do centros urbano de Braga através da sua digitalização, incluindo a sua harmonização urbanística e conectividade.
“Pretende-se, por exemplo, melhorar a experiência de consumo pela integração de soluções digitais, bem como alavancar digitalmente os modelos de negócio, aumentar as competências digitais dos trabalhadores desses sectores e estimular o empreendedorismo de base digital nas áreas do comércio e dos serviços”, explica Rui Marques.
A título de exemplo, no âmbito deste projecto vão ser implementadas algumas soluções colectivas que serão disponibilizadas aos comerciantes, nomeada- mente um marketplace, uma rede de mupis digitais com informação cultural e comercial.
“Vai ser criado um sistema de hardware e software que facilita a experiência de compra em Braga, tornando-a mais digital. Do lado dos empresários esses passarão a ter mais informação, mais dados, para adequar a oferta de forma tornar a experiência de compra ais agradável ao cliente”, explicou ainda.
No entanto, para “verdadeiramente surtir o efeito esperado”, este programa terá de ser acompanhado da capacitação dos empresários na área digital, matéria em que a AEB também está a trabalhar.
Rui Marques refere ainda que o projecto, no entender da AEB, “enferma de um problema de base, que é não apoiar directamente os estabelecimentos”.