O Eixo Atlântico debate o impacto dos fenómenos extremos e a prevenção de incêndios e inundações
Programa Conta Lá | Com Luís Nobre, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e do Eixo Atlântico; Aurentino Alonso, Presidente do Barco de Valdeorras, Rui Teixeira Vice-presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua e Marco Martins; Presidente dos Bombeiros da Areosa-Rio Tinto e mestre em Riscos e Proteção Civil
O Eixo Atlântico, no âmbito do programa Conta Lá, promoveu um debate dedicado ao impacto dos fenómenos climáticos extremos nas comunidades e à necessidade de reforçar a preparação dos territórios perante uma realidade cada vez mais exigente. Sob o tema “Que comunidades queremos ser quando o imprevisto acontece?”, a sessão convidou à reflexão sobre a forma como os territórios podem aprender com experiências anteriores e desenvolver estratégias mais eficazes de proteção de pessoas, património e território. O programa foi gravado no Centro Municipal de Proteção Civil de Viana do Castelo.

Um debate com responsáveis institucionais e especialistas
O encontro reuniu responsáveis institucionais e especialistas em proteção civil e gestão do risco, designadamente Luís Nobre, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e do Eixo Atlântico, Aurentino Alonso, Presidente do Barco de Valdeorras, Rui Teixeira, Vice-presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua, e Marco Martins, Presidente dos Bombeiros da Areosa-Rio Tinto e mestre em Riscos e Proteção Civil. O debate foi moderado por Marcos Pinto.
Cooperação e planeamento como pilares da resiliência
Ao longo da sessão, foi sublinhada a importância da cooperação entre territórios, do reforço da prevenção e do planeamento estratégico como pilares essenciais para enfrentar fenómenos meteorológicos cada vez mais frequentes e intensos. A gestão do risco, a capacitação das comunidades e a articulação entre entidades locais e regionais foram destacadas como elementos fundamentais para aumentar a resiliência territorial.
Este encontro integra a estratégia do Eixo Atlântico de promoção do debate público e da partilha de boas práticas entre cidades e municípios do noroeste peninsular, contribuindo para uma resposta mais coordenada e eficaz aos desafios colocados pelas alterações climáticas.
Prevenção de riscos e nova abordagem aos incêndios florestais
O Eixo Atlântico tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos anos, um trabalho continuado na prevenção e gestão de riscos naturais, com especial enfoque nos incêndios florestais, promovendo a cooperação entre municípios da Galiza e do Norte de Portugal. O objetivo é evoluir de uma abordagem centrada na resposta às emergências para uma estratégia assente na prevenção, no ordenamento do território e no reforço da resiliência das comunidades locais.
Neste contexto, destacam-se as ações de formação dirigidas a autarcas, técnicos municipais e profissionais de proteção e socorro na Galiza e em Portugal, que visam a identificação de riscos e vulnerabilidades locais, a melhoria da autoproteção, o desenvolvimento de estratégias locais de redução do risco e o reforço da capacidade de resposta a incêndios de grande dimensão.
Inovação territorial em O Barco de Valdeorras
Um dos projetos-piloto mais inovadores encontra-se em desenvolvimento na freguesia de Alixo, no concelho de O Barco de Valdeorras, onde se promove a transformação de áreas de risco em espaços economicamente produtivos. Através de iniciativas como aproveitamentos micológicos, reflorestação com castanheiros, cultivo de plantas aromáticas e medicinais, apicultura, silvopastorícia e formação em empreendedorismo, o projeto demonstra que a gestão ativa do território reduz o risco de incêndio, gera valor económico e contribui para a fixação da população no meio rural.
Conhecimento e continuidade
O Eixo Atlântico mantém igualmente um forte compromisso com a produção e divulgação de conhecimento nesta área, destacando-se o relatório sobre incêndios florestais coordenado pelo Professor Juan Picos (2018), bem como um novo relatório em preparação, cuja apresentação está prevista para julho de 2026.
Como mensagem central do trabalho desenvolvido nesta área, destaca-se a ideia de que: “A floresta arde onde não é cuidada e não é cuidada onde não é habitada.”
Programa completo: