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O Transcávado une nove municípios através do desporto, da natureza e da valorização do território

O Transcávado une nove municípios através do desporto, da natureza e da valorização do território

A prova percorre cerca de 150 quilómetros entre a nascente e a foz do rio Cávado, atravessando nove municípios e combinando desporto, turismo de natureza, património e cooperação territorial

Nos dias 4 e 5 de outubro, realiza-se mais uma edição do Transcávado BTT-GPS, uma iniciativa que desafia os participantes a percorrer cerca de 150 quilómetros entre a nascente e a foz do rio Cávado, ligando a Serra do Larouco, em Montalegre, a Esposende.

Mais do que uma prova desportiva, o Transcávado afirma-se como um projeto de valorização integrada do território, utilizando o rio Cávado como elemento comum e como eixo de ligação entre diferentes paisagens, comunidades e patrimónios. A iniciativa combina desporto, turismo ativo, natureza, cultura e sustentabilidade, proporcionando aos participantes uma experiência de descoberta de alguns dos locais mais emblemáticos da região.

O percurso atravessa os municípios de Montalegre, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Braga, Barcelos e Esposende, permitindo conhecer, através do BTT, a diversidade paisagística e patrimonial do território do Cávado, desde as zonas de montanha até ao litoral.

Na apresentação da prova, realizada em Esposende, o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva, destacou a importância do Transcávado enquanto projeto de valorização conjunta do território.

“O Transcávado dá visibilidade a todos os concelhos envolvidos e promove o conhecimento entre as pessoas”, afirmou, defendendo a continuidade da iniciativa e a necessidade de introduzir novas dinâmicas que mantenham o interesse dos participantes e reforcem o envolvimento das comunidades locais.

Também a Presidente do Conselho de Administração da Esposende 2000, Vânia Loureiro, sublinhou o caráter colaborativo do projeto, destacando o objetivo comum de valorizar o património e criar experiências de contacto direto com a natureza.

Por sua vez, o primeiro-secretário executivo da CIM Cávado, João Silva, recordou que, desde a primeira edição, o Transcávado foi encarado como uma oportunidade para mostrar “o que de melhor tem o território”. O responsável destacou ainda o contributo da CIM para ampliar a projeção da iniciativa e consolidá-la enquanto projeto de dimensão desportiva, cultural e turística, capaz de atrair novos públicos e proporcionar diferentes formas de conhecer a região.

Duas formas de viver o Transcávado

A edição de 2025 apresenta dois formatos. A Race, realizada no dia 4 de outubro, desafia os participantes a completar os cerca de 150 quilómetros num único dia. Já a Slow Race permite percorrer o mesmo percurso em duas etapas, proporcionando uma experiência mais tranquila e centrada na descoberta do território.

Ambas as modalidades recorrem à navegação por GPS e à geolocalização em tempo real, combinando tecnologia e aventura ao longo de todo o percurso.

A organização reforçou igualmente os meios de segurança, assegurando acompanhamento permanente dos participantes através de médico de prova, socorristas motorizados, viaturas todo-o-terreno equipadas para primeira intervenção, veículos de resposta rápida e uma ciclopatrulha de socorro.

O Transcávado volta ainda a contar com o canoísta João Ribeiro como padrinho da iniciativa. O atleta associa novamente o seu nome a uma prova que, ao longo de quase uma década, se tem afirmado como uma referência nacional no BTT orientado por GPS.

Um projeto de cooperação territorial

O Transcávado representa um exemplo de como a cooperação entre municípios pode contribuir para criar novos produtos de valorização territorial e promoção turística.

Ao longo de cerca de 150 quilómetros, a iniciativa transforma o rio Cávado num elemento de ligação entre nove municípios, aproximando comunidades e dando a conhecer um território marcado pela diversidade natural, cultural e paisagística.

O projeto contribui, assim, para reforçar a atratividade do território enquanto destino de turismo de natureza e turismo ativo, ao mesmo tempo que promove a prática desportiva e a descoberta do património natural e cultural associado ao rio Cávado.